A nova reforma ortográfica entrou em vigor em janeiro de 2009, unificando a escrita de oito países onde se fala o português (Cabo Verde, Brasil, Angola, Portugal, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Moçambique), uma luta de anos do filólogo Antônio Houaiss. Até 2012, haverá um período de adaptação às novas regras do português.
Na verdade, as mudanças desta reforma não foram assim tão significativas; algumas poucas regras de acentuação, o adeus à trema e o novo uso do hífen, esse famigerado sinalzinho que provoca dor de cabeça em todo redator/revisor. Como disse José Simão, em sua coluna na Folha de São Paulo, esta reforma está mais para puxadinho.
A grande celeuma em torno desta mudança na ortografia deve-se ao fato de hoje existirem zilhões de meios de comunicação a mais que por ocasião da última reforma, em 1971. Naquela época, a informação se dava por uma dúzia de jornais e programas de rádio. As crianças, em sua maior parte, ficaram sabendo das alterações por suas professoras.
Enquanto isso, nos dias de hoje, temos milhões de blogs e sites, programas de televisão, jornais, revistas e informativos noticiando, comentando e esmiuçando – alguns até infernizando – cada detalhe do novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Meu filho de onze anos discute as novas regras comigo desde o ano passado, apreensivo com as mudanças.
A todos digo: muita calma nessa hora. É mais uma questão de adaptação, e a assimilação acontece com um pouco de tempo, alguma leitura e muita perseverança. Na categoria “Dicas” deste blog, vamos voltar a este assunto várias vezes, além de ter uma “colinha” básica para que você fique mais tranquilo para escrever seu texto.
Avante, comunicadores!