Saiba como enviar e-mail marketing

Desde o início deste ano, com o Código de Autorregulamentação para a Prática de E-mail Marketing, as empresas precisam estar atentas para adequar-se às novas regras para o envio de mensagens por e-mail.

A principal mudança com a implementação do novo código é que, a partir de agora, o e-mail marketing será menos invasivo, já que as mensagens só podem ser enviadas se há consentimento claro por parte de quem recebe ou uma relação comercial já estabelecida entre as partes. Valtuir Abreu, diretor da Hostnews, empresa especializada em marketing na web, diz que o novo código facilitou a aceitação do e-mail marketing pelos internautas. “Para você ter uma idéia, hoje, a taxa de cancelamento dos e-mails com permissão de envio (optin) enviados pela Hostnews gira em torno de 0,1%”, diz Valtuir. “Se o mailing é autorizado pelo destinatário, é certo que os cancelamentos são praticamente inexistentes, desde que a caixa de entrada do destinatário não seja bombardeada com emails frequentes”, completa.

O site Capem elaborou 10 passos para facilitar o entendimento do novo código, que reproduzo abaixo:

1 – Para quem posso enviar e-mail marketing?
O Código estabelece que as bases devem ser opt-in ou soft opt-in. Ou seja, os destinatários devem ter solicitado o recebimento das mensagens enviadas (opt in). Ou, o remetente deve ter uma relação comercial ou social prévia e comprovável com o destinatário (soft opt-in)

 Se a sua empresa vem realizando ações de e-mail marketing para uma base de destinatários que não se enquadra nas situações acima é preciso adequar-se. Uma sugestão é realizar uma campanha para que seus destinatários confirmem a intenção de continuar recebendo seus e-mails. Ou seja, transformá-los em opt in. E isso deve ser feito o quanto antes, pois o código entrará em vigor em poucos dias.

 2 – Posso realizar um primeiro envio para obter a permissão do destinatário para envios posteriores?
Não. Uma vez que o código esteja oficialmente publicado, não serão permitidas ações para bases que não sejam opt-in ou soft opt-in.

 3 – Política de opt-out e prazo para descadastro
Opt-out é o mesmo que descadastro. E o Remetente deverá disponibilizar ao Destinatário a sua política de Opt-out e informar o prazo de remoção do seu endereço eletrônico da base de destinatários, que não poderá ser superior a 2 (dois) dias úteis, quando solicitado diretamente pelo link de descadastramento do E-mail Marketing e 5 (cinco) dias úteis quando solicitado por outros meios, prazos estes contados a partir da data da solicitação comprovada.

 4 – Como é feito o opt-out/descadastro?
Uma das grandes inovações do código é estabelecer que as mensagens de e-mail marketing tragam, obrigatoriamente, um link para opt-out automático e uma segunda alternativa que não seja um link clicável. Muitas pessoas têm receio de clicar em links de e-mail, por questões de segurança. Logo, a alternativa não clicável pode ser um telefone, fax, endereço informado de e-mail ou site (sem link clicável, apenas o texto informativo), sms, carta ou qualquer outro meio amplamente disseminado.

 5 – E-mails de cobrança, suporte e afins não precisam conter recurso de opt-out na mensagem?
Quando houver contrato entre o Remetente e o Destinatário, as mensagens enviadas exclusivamente com finalidade de assegurar a execução contratual e pós-contratual referentes àquele contrato (ex.:boleto bancário, avisos e extratos) estão dispensadas de conter o recurso de opt-out.

 6 – O endereço de e-mail do meu remetente é do meu provedor.
O Código é claro: “o Remetente somente poderá enviar mensagens de E-mail Marketing por endereço eletrônico vinculado ao seu Nome de Domínio Próprio, por exemplo, remetente@exemplo.com.br. É vedada a utilização de Domínio de terceiro não pertencente ao mesmo grupo econômico do Remetente ou a Parceiros.” Ou seja, se você ainda não possui um domínio próprio, seja de pessoa física (ex. domínio.nom.br) ou jurídica, é preciso providenciar. É importante destacar que você pode ter um domínio e utilizá-lo no e-mail de remetente sem, obrigatoriamente, possuir um site.

 7 – Envio de anexos
O envio de anexos, muitas vezes utilizado por instituições financeiras, pode ser realizado desde que exista uma autorização prévia e comprovável do destinatário. Certificação e assinatura digitais são permitidas e não ficam sujeitas a regra dos anexos.

 8 – Política de privacidade e de uso de dados
É imprescindível divulgar no site da sua empresa a “Política de Privacidade e de uso de Dados” adotada com seus clientes e usuários. Isso é importante para que os destinatários da mensagem saibam como e em que situações a empresa utilizará suas informações pessoais ou corporativas.

 9 – Posso comprar base de e-mails?
Não. O envio só pode ser feito para bases opt-in ou soft opt-in. Porém, é permitido que uma empresa realize uma ação para algum parceiro comercial enviando e-mail para sua própria base de destinatário, desde que observadas as seguintes condições:

 9.1. A base deve ter opt-in expresso e comprovável que autorize o envio de e-mails de conteúdo de terceiros;

 9.2. O e-mail de remetente deverá ser aquele por meio do qual a pessoa física ou jurídica que detêm o relacionamento com a Base de Destinatários pode ser contatada pelo Destinatário;

 9.3. Além dos recursos de opt-out padrão, a mensagem deverá conter mais duas opções de descadastro: uma para descadastro de mensagens daquele parceiro comercial do remetente. E outra para mensagens de todo e qualquer parceiro comercial do remetente;

 9.4. O endereço de remetente deve ser válido e utilizar nome de domínio próprio do responsável pela base de destinatários.

 10 – Configurações técnicas previstas no código
Entre as várias disposições técnicas previstas no código, destacamos a configuração de SPF (Sender Policy Framework). Em resumo, trata-se de uma configuração no servidor de domínio que informa quais IPs estão aptos a enviar e-mail em nome desse domínio. Esta situação ocorre diariamente quando um cliente envie sua campanha de e-mail marketing pelo pela ferramenta de envio, pois utiliza um remetente com seu domínio próprio (por exemplo, newsletter@empresa.com.br) em uma estrutura de terceiros. Será necessário configurar o SPF do domínio, informando os IPs dos servidores utilizados pela ferramenta. Entre em contato com seu gerente de contas ou com o suporte técnico para obter essas informações.

O job foi reprovado. O que fazer?

Sua empresa está crescendo, muito trabalho acumulado, e você, com um sorriso de orelha e visão de futuro, consegue enxergar muitos colaboradores trabalhando, o telefone tocando sem parar e a caixa de e-mail lotada de pedidos de clientes.

É agora que o bicho pega. O microempresário trabalha com uma estrutura enxuta – muitas vezes sozinho – e precisa ficar atento à hora da mudança. O excesso de trabalho pode e vai gerar queda na qualidade, porque os empresários no Brasil são heróis, mas quando a kryptonita surge no mercado, não há superpoderes que resistam.

Outras vezes acontece falha no contato: o cliente queria uma coisa, você entendeu outra, e lá se vai tempo e dinheiro para o espaço: o cliente ficou insatisfeito com o trabalho de sua empresa e reprovou o job ou não aceitou o produto.

Aqui o empresário percebe, claramente, a importância da comunicação. A primeira atitude a tomar é entrar em contato com o cliente imediatamente. Ouvir as razões dele e desculpar-se. Nunca, jamais, tente argumentar com o cliente para convencê-lo de que sua empresa está passando por acúmulo de trabalho, que vocês tiveram pouco tempo, ou qualquer outra destas justificativas.

O ideal é, depois de ouvi-lo, enviar um e-mail desculpando-se, assumindo a responsabilidade, dizer que está tomando todas as providências para que o ocorrido não aconteça de novo e que espera que o erro não abale a relação de confiança que sempre tiveram (se o cliente for antigo) ou que espera poder mostrar, em outra oportunidade, o profissionalismo de sua empresa (para clientes novos).

Aconselho aos empresários que, depois do ocorrido, façam uma busca pelos principais sites de busca e relacionamento, por pelo menos uma semana, para verificar se não há referências ao episódio. Assim, é possível verificar se a imagem da empresa ficou abalada no mercado.

Avante, comunicadores!