Administração do tempo

Muito já foi escrito sobre a importância da administração do tempo na rotina de trabalho, mas este artigo é uma pequena reflexão sobre a ansiedade que a pressa de resolver as coisas impôs ao nosso cotidiano.

Imagine esta cena: você está terminando um projeto e depende de um relatório que deve ser enviado pelo seu fornecedor. Em determinado momento, surge uma informação de que o relatório será entregue somente no final do dia, e sua reação é imediata: pega o celular e liga imediatamente para o celular do fornecedor – você não quer passar por secretárias-, que prontamente atende sua ligação. Sem nem dar tempo para qualquer explicação, avisa que não pode esperar até o final do dia, que precisa do relatório imediatamente, que não admite esse tipo de comportamento de um parceiro de trabalho, e por aí vai.

Você certamente já se viu em uma situação como esta. E eis que, sem perceber, você está com um problemão. Além de não contar com o material que precisava para concluir seu trabalho, indispôs-se com seu parceiro e as pessoas que o cercam não devem estar com a melhor imagem sobre seu método de trabalho em equipe.

Agora, vamos pensar em como seria há mais ou menos dez anos. Ao receber uma notícia sobre um problema que precisasse da sua intervenção, você teria que tomar providências do mesmo jeito, mas para falar com o fornecedor, teria que procurar o telefone na sua agenda, discá-lo e, se não fosse ele a atender ao telefone, esperar até que ele fosse localizado. Todo esse procedimento daria a você, no mínimo, 30 segundos de tempo para acalmar a respiração e tentar avaliar a situação.

Muitos profissionais tomam atitudes baseados na primeira reação, e agem sem um tempo mínimo de reflexão. A angústia é um poderoso fator de nossa vida profissional, e não é fácil lidar com o estresse de cobranças e prazos.
Não é difícil imaginar o estrago que atitudes intempestivas podem provocar nas empresas, então, mais do que a agenda de compromissos, saiba administrar o seu tempo interior de forma consciente.

Avante, comunicadores!

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