Administração do tempo

Muito já foi escrito sobre a importância da administração do tempo na rotina de trabalho, mas este artigo é uma pequena reflexão sobre a ansiedade que a pressa de resolver as coisas impôs ao nosso cotidiano.

Imagine esta cena: você está terminando um projeto e depende de um relatório que deve ser enviado pelo seu fornecedor. Em determinado momento, surge uma informação de que o relatório será entregue somente no final do dia, e sua reação é imediata: pega o celular e liga imediatamente para o celular do fornecedor – você não quer passar por secretárias-, que prontamente atende sua ligação. Sem nem dar tempo para qualquer explicação, avisa que não pode esperar até o final do dia, que precisa do relatório imediatamente, que não admite esse tipo de comportamento de um parceiro de trabalho, e por aí vai.

Você certamente já se viu em uma situação como esta. E eis que, sem perceber, você está com um problemão. Além de não contar com o material que precisava para concluir seu trabalho, indispôs-se com seu parceiro e as pessoas que o cercam não devem estar com a melhor imagem sobre seu método de trabalho em equipe.

Agora, vamos pensar em como seria há mais ou menos dez anos. Ao receber uma notícia sobre um problema que precisasse da sua intervenção, você teria que tomar providências do mesmo jeito, mas para falar com o fornecedor, teria que procurar o telefone na sua agenda, discá-lo e, se não fosse ele a atender ao telefone, esperar até que ele fosse localizado. Todo esse procedimento daria a você, no mínimo, 30 segundos de tempo para acalmar a respiração e tentar avaliar a situação.

Muitos profissionais tomam atitudes baseados na primeira reação, e agem sem um tempo mínimo de reflexão. A angústia é um poderoso fator de nossa vida profissional, e não é fácil lidar com o estresse de cobranças e prazos.
Não é difícil imaginar o estrago que atitudes intempestivas podem provocar nas empresas, então, mais do que a agenda de compromissos, saiba administrar o seu tempo interior de forma consciente.

Avante, comunicadores!

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Não erre mais

Muita gente se atrapalha com palavras que têm escrita semelhante, mas com significados diferentes, as parônimas. Veja uma lista com algumas das mais comuns e o significado, para você não errar mais.

Acidente (desastre que resulta em perda ou dano) x Incidente (acontecimento imprevisto)

Acostumar (fazer alguém adquirir hábito) x Costumar (ter por hábito)

Acurado (rigoroso) x Apurado (refinado, seleto)

Afeito (habituado) x Afoito (afobado)

Aferir (conferir) x Auferir (obter lucros, benefícios)

A princípio (no começo) x Em princípio (em tese)

Comoção (abalo emocional violento, desagradável) / Emoção (de caráter bom)

Comprimento (tamanho, quanto à extensão) x Cumprimento (do verbo cumprir; saudação)

Conjetura (suposição) x Conjuntura (circunstância)

Deferir (decidir favoravelmente) x Diferir (diferenciar)

Delação (denúncia) x dilação (prorrogação)

Desapercebido (desprevenido) x Despercebido (não percebido)

Descrição (detalhamento) x Discrição (qualidade de discreto)

Descriminar (inocentar) x Discriminar (distinguir)

Desmistificar (desmascarar) x desmitificar (tirar o caráter mítico)

Despensa (depósito de mantimentos) x Dispensa (licença)

Diferençar (distinguir) x Diferenciar (alterar, mudar)

Emenda (mudança, alteração) x Ementa (refere-se à lei, decreto)

Emergir (vir à tona) x Imergir (mergulhar)

Emigração (saída de pessoas de um país para outro) x Imigração (entrada de pessoas num país) x Migração (deslocamento de pessoas de um país – ou região – para outro)

Eminente (pessoa que se sobressai por suas qualidades) x Iminente (prestes a acontecer, imediato)

Estadia (usada para veículos) x Estada (usada para pessoas)

Estádio (fase, etapa) x Estágio (período de aprendizado prático)

Flagrante (evidente) x Fragrante (perfumado)

Fluir (correr facilmente) x Fruir (desfrutar)

Infringir (desrespeitar) x Infligir (aplicar, impor)

Lactante (quem amamenta) x Lactente (quem mama)

Mandado (ordem judicial) x Mandato (poder político)

Preeminente (célebre) x Proeminente (saliente)

Prescrever (receitar) x Proscrever (expulsar)

Ratificar (confirmar) x retificar (corrigir)

Reboliço (que rebola) x Rebuliço (bagunça, desordem)

Vultoso (enorme) x Vultuoso (inchado)

Avante, comunicadores!

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A nova reforma ortográfica entrou em vigor em janeiro de 2009, unificando a escrita de oito países onde se fala o português (Cabo Verde, Brasil, Angola, Portugal, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Moçambique), uma luta de anos do filólogo Antônio Houaiss. Até 2012, haverá um período de adaptação às novas regras do português.

Na verdade, as mudanças desta reforma não foram assim tão significativas; algumas poucas regras de acentuação, o adeus à trema e o novo uso do hífen, esse famigerado sinalzinho que provoca dor de cabeça em todo redator/revisor. Como disse José Simão, em sua coluna na Folha de São Paulo, esta reforma está mais para puxadinho.

A grande celeuma em torno desta mudança na ortografia deve-se ao fato de hoje existirem zilhões de meios de comunicação a mais que por ocasião da última reforma, em 1971. Naquela época, a informação se dava por uma dúzia de jornais e programas de rádio. As crianças, em sua maior parte, ficaram sabendo das alterações por suas professoras.

Enquanto isso, nos dias de hoje, temos milhões de blogs e sites, programas de televisão, jornais, revistas e informativos noticiando, comentando e esmiuçando – alguns até infernizando – cada detalhe do novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Meu filho de onze anos discute as novas regras comigo desde o ano passado, apreensivo com as mudanças.

A todos digo: muita calma nessa hora. É mais uma questão de adaptação, e a assimilação acontece com um pouco de tempo, alguma leitura e muita perseverança. Na categoria “Dicas” deste blog, vamos voltar a este assunto várias vezes, além de ter uma “colinha” básica para que você fique mais tranquilo para escrever seu texto.

Avante, comunicadores!

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Comunicação corporativa

Curto e direto: o blog da Casa do Texto pretende ajudar pequenas e médias empresas a conhecer e entender um pouco melhor o universo da comunicação corporativa, duas palavrinhas que deixam muito empresário de cabelo em pé.

Há pouco mais de dez anos, o telefone era a principal ferramenta de vendas e contato com clientes, fornecedores e funcionários, e aí bastava conhecer o assunto da sua empresa e ter muita disposição para falar. Hoje, a empresa que não domina as ferramentas da tecnologia e, principalmente, do idioma, sai em larga desvantagem, porque desconhece a importância estratégica da comunicação.

Este blog pretende ajudar os profissionais a lidar melhor com este universo, mas para isso é fundamental a participação das próprias empresas, porque não existe nada mais improdutivo que falar com quem já entende do assunto. Discutiremos aqui cada tema ligado à comunicação corporativa, desde os mais óbvios, como a importância do cartão de visitas, até o uso estratégico de canais de comunicação.

Avante, comunicadores!

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